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domingo, 28 de outubro de 2012

CHEVROLET S10 X FORD RANGER X VOLKSWAGEN AMAROK

Vai longe o tempo em que o mercado de picapes brasileiro tinha apenas duas marcas: Chevrolet e Ford. Se não surgir mais nenhuma nova marca até agosto - entre as chinesas, há várias possibilidades (Great Wall, Effa, ZX Auto) -, quando a nova Ford Ranger chegar às lojas, ela terá de enfrentar pelo menos cinco rivais de peso: Chevrolet S10, Mitsubishi L200 Triton, Nissan Frontier, Toyota Hilux e VW Amarok. Aqui alinhamos a Ranger com a S10, que é a mais vendida do Mercado, e a Amarok, que foi a vencedora do teste comparativo que fizemos em nossa edição de abril. Neste novo confronto, as três concorrentes estão representadas por suas versões topo de linha, equipadas com motor diesel, transmissão automática, tração integral e cabine dupla, que, segundo as fábricas, são as configurações com maior volume de vendas. Além da avaliação na pista, atualizamos as cotações de seguro e peças no mercado. Acompanhe o resultado a seguir.


3 ° Chavrolet S10

Antes de a nova Chevrolet S10 chegar ao mercado, havia a suspeita de que sua antiga versão só se mantinha como líder do segmento porque custava menos que as rivais mais modernas. Com a renovação da linha, a liderança seria perdida. Lançada em março, a S10 tem se saído bem até agora, mantendo-se no topo do ranking. Mas agora ela terá de enfrentar a nova Ford Ranger, sua arquirrival, que também chega em nova geração, depois de um longo período sem renovação substancial.

No teste comparativo de abril, a S10 alinhou com Toyota Hilux, Nissan Frontier e VW Amarok e terminou em segundo lugar, perdendo apenas para a Amarok. A S10 é dona de um design moderno, que segue o novo visual da Chevrolet por fora e por dentro. Os pontos de identificação estão na grade dianteira bipartida, no capô e nos para-lamas encorpados e na cabine, na referência que faz ao Chevrolet Camaro no gabinete dos instrumentos. Seu pacote de equipamentos também tem virtudes, como ESP e cinto de segurança de três pontos para todos os ocupantes, incluindo quem viaja na posição central, no banco traseiro, entre os itens de série. Na Amarok, o ESP é opcional, mas, em compensação, há outros recursos interessantes, como controle de partida e de descida em rampas e ABS off-road.

Os pecados da S10 estão na qualidade percebida dos materiais de acabamento e no comportamento dinâmico. Apesar de contar com a direção precisa, a S10 tem suspensão que privilegia o conforto, deixando a carroceria solta demais, ao sabor da aceleração lateral, nas curvas, e dos estímulos verticais, das oscilações do piso. A VW também considerou o conforto a bordo, ao calibrar a suspensão da Amarok, mas deixou o conjunto mais firme, o que transmite maior segurança. O melhor compromisso entre conforto e dirigibilidade é o da Ranger

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

Direção leve, mas precisa. A suspensão deixa a carroceria muito solta. Freios são regulares.
★★★

MOTOR E CÂMBIO


Desempenho compatível com o segmento.
★★★★

CARROCERIA

Estilo moderno e acabamento de qualidade.
★★★★

VIDA A BORDO


A cabine é confortável, mas materiais de revestimento têm qualidade intermediária.
★★★★

SEGURANÇA

Conta com ABS, ESP
e duplo airbag de série. É a única com cinto de três pontos para todos os ocupantes.
★★★★

SEU BOLSO

Seu seguro
é ligeiramente mais caro que o das rivais.
★★★★


2° VW Amarok


Sem experiência no segmento de picapes, a VW cometeu o erro estratégico de lançar a Amarok, em 2010, sem opção de câmbio automático. No momento seguinte, porém, a fábrica pegou pesado e equipou a picape com câmbio automático de oito marchas com recursos de modo esportivo e trocas manuais e capacidade de se adaptar ao modo de condução do motorista. E, não satisfeita, incorporou ainda um diferencial central do tipo Torsen, dispositivo que nenhuma rival tem e que torna a Amarok apta a disputar uma prova de rali, e um pacote de sistemas eletrônicos que inclui controles de tração, de descidas e de arrancadas e freios ABS off-road, capaz de garantir ao motorista conforto e segurança em virtualmente qualquer situação. Ao volante, o motorista só precisa se preocupar com os pedais e com a direção, os demais comandos ficam a cargo da picape. A transmissão da força entre as rodas, por exemplo, é a Amarok que faz. Em condições ideais, ela divide o torque na proporção de 40% para a frente e 60% para trás. Mas, dependendo da aderência, ela pode enviar até 80% para um dos eixos. Por causa disso, a Amarok não possui seletor de modo de tração. A única possibilidade que o motorista tem é a de acionar o bloqueio do diferencial traseiro, para vencer uma dificuldade maior na estrada.

Há quatro meses, quando fizemos o comparativo anterior, a sensação era de que a Amarok estabelecia os novos limites do segmento. Mas eis que surge a Ranger, que, sem diferencial central e câmbio de seis marchas, demonstrou a mesma valentia no enfrentamento dos obstáculos, compensando suas "limitações" com o motor de cinco cilindros, 20 válvulas e turbo Garrett de geometria variável, que entrega volume maior de torque mais cedo, e uma robusta caixa de marchas Getrag. E em outras áreas, como dirigibilidade, é ela quem dita os padrões.

DIREÇÃO, FREIO
E SUSPENSÃO



Tem direção direta
e suspensão confortável. Freou bem.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO


Rendimento na média da categoria. Tem oito marchas e diferencial central.
★★★★★

CARROCERIA


Seu design é atual
e a construção, sólida. Há excesso de plástico na cabine.
★★★★

VIDA A BORDO


Silenciosa. Visual interno monótono e com uso abusivo de plástico.
★★★★

SEGURANÇA

Tem diversos recursos, mas o ESP é opcional.
★★★★

SEU BOLSO

Mais barata. A oferta de seguro com preços promocionais durou até junho, mas no mercado a cotação ainda
é interessante.
★★★★★


1° Ford Ranger


Eu sempre respeitei o peso de uma picape, que chega a ser o dobro do de um automóvel, ao arrancar, frear e fazer curvas. No primeiro contato com a nova Ranger, porém, parece que havia me esquecido do sobrepeso característico: dirigi como se estivesse ao volante de um sedã, com segurança e confiança na medida para acelerar, frear e contornar curvas da mesma forma. Detalhe: nesse dia chovia forte, deixando a visão, a audição e as condições de aderência da pista prejudicadas. Já nos primeiros quilômetros, percebi que o ponto forte da nova Ranger é a dirigibilidade. Sua direção é leve, mas precisa e direta. E sua suspensão é eficiente sem ser desconfortável. A bordo das concorrentes Amarok e S10, também tenho a sensação de estar em um carro de luxo, mas isso acontece mais pelo ambiente da cabine (design, acabamento e conforto) que pelo comportamento dinâmico. Na Ranger, além do visual, aspecto em que os projetistas da Ford foram muito competentes, existem as reações do veículo. Vale ressaltar também a boa posição de dirigir, ajudada pelos bancos elétricos, que apoiam bem o corpo.

Além dessas características, que por si já valem o ingresso, a Ford tem outros atributos que a distanciam da concorrência. Em relação aos equipamentos, além dos controles de descida, de partidas e de tração da Amarok e do anti-roll e do ESP da S10, a Ranger conta com controle eletrônico de carga e de reboque. No capítulo segurança, aliás, a Ranger conseguiu cinco estrelas na avaliação da agência europeia Euro NCAP, enquanto a Amarok obteve quatro e a S10 ainda não foi avaliada. Segundo o instituto, a Ranger oferece o mesmo padrão de segurança global que um Mercedes-Benz ML, sendo que a Ranger é ainda melhor que o SUV em aspectos relativos à segurança dos pedestres, das crianças a bordo e dos sistemas auxiliares de proteção.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO 


Direção precisa e suspensão calibrada no ponto. Freios bons.
★★★★★

MOTOR E CÂMBIO

Tem motor de 200 cv e câmbio robusto.
Na pista, andou
ao lado das rivais.
★★★★

CARROCERIA


Design inovador
e acabamento de qualidade superior.
★★★★

VIDA A BORDO

Bem equipada
e confortável, é a que tem maior espaço para as pernas nas duas fileiras de bancos.
★★★★★

SEGURANÇA

Com recursos
como ESP e 6 airbags, recebeu cinco estrelas na avaliação do Euro NCAP.
★★★★★

SEU BOLSO
Tem seguro com preço promocional e bom custo-benefício.
★★★★★


VEREDICTO

A S10 é bonita
e bem equipada. A Amarok se destaca pela transmissão inteligente ecâmbio
de oito marchas epelopacote
de recursos eletrônicos.
Mas a Ranger é
a dona do melhor conjunto e supera as rivais no
estilo, além de exibir melhor comportamento dinâmico. É
a única com seis airbags de série e tem nota máxima no Euro NCAP.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

CHEVROLET S10 X NISSAN FRONTIER X TOYOTA HILUX X VOLKSWAGEN AMAROK


Quem gosta de picapes pode comemorar. De uma hora para outra a oferta se renovou e cresceu. Só a Chevrolet S10, lançada mês passado, chegou com uma dúzia de versões. E a Amarok, que ganhou câmbio automático este mês, agora tem nove configurações diferentes. Vários fatores contribuíram para esses lançamentos. O mercado brasileiro, que há cinco anos era tido como lento no retorno dos investimentos, ganhou relevância. A concorrência aumentou. E as fábricas tiveram de adequar as picapes às normas da nova fase do programa de controle ambiental Proconve. As novidades não ficam por aqui. A Mitsubishi também apresentou mudanças na L200 Triton. E a Ford lança a nova Ranger, no mês que vem.

Aqui, alinhamos as versões topo de linha, equipadas com motor diesel, cabine dupla e tração 4x4, que são as configurações mais vendidas. Além da avaliação na pista e no dia a dia, levantamos o que cada uma oferece em equipamentos, custo de seguro (para um proprietário com perfil conservador) e peças (a cesta básica inclui par de amortecedores, jogo de pastilhas de freio e farol e retrovisor esquerdos). Veja a seguir como cada uma delas se saiu.


4º- Toyota Hilux


Os fãs da Toyota evocarão a liderança do segmento, a satisfação dos proprietários e a qualidade do atendimento pós-venda da marca - que são aspectos importantes. Neste confronto, contudo, a Toyota Hilux foi ultrapassada pelas rivais. Lançada em 2005, ela sente o peso do tempo, apesar das melhorias que recebeu nos últimos anos. É a única das quatro que ainda tem engate mecânico para a tração (4x2, 4x4 e 4x4 reduzida). Chevrolet S10 e Nissan Frontier contam com engates eletrônicos e a VW Amarok tem tração 4x4 permanente. Antigamente, valia o argumento de que o sistema mecânico era robusto, mas hoje a eletrônica já se provou confiável. Também o motor da Hilux é o mais fraco do comparativo, apesar de apresentar o maior deslocamento. O 3.0 da Toyota gera 171 cv de potência e 36,7 mkgf de torque, enquanto o 2.8 da Chevrolet produz 180 cv e 47,9 mkgf, o 2.5 da Nissan entrega 190 cv e 45,8 mkgf e o 2.0 da VW chega a 180 cv e 42,8 mkgf.

A Hilux manteve a majestade no design. Ela passou por uma reestilização este ano que atualizou seu visual, com a substituição de grade dianteira, faróis, lanternas, capô, para-choque e espelhos retrovisores, agora com repetidores. Por dentro, as mudanças estéticas se concentraram no grafismo dos instrumentos e em detalhes prateados em console, volante e alavanca do câmbio. Mas a versão top SRV se destaca pelo aumento de itens no pacote de equipamentos de série, que inclui ar-condicionado automático e digital, central multimídia, Bluetooth, câmera de ré e de GPS e bancos elétricos, entre outros. A única concorrente que consegue encarar a Hilux com esse conteúdo é a Amarok, que é a mais completa do comparativo - ainda assim, tem sensor de estacionamento no lugar da camera de ré e oferece GPS só como opcional. Mas esse pacote de equipamentos da Hilux não sai de graça. Pelo contrário. Com preço sugerido de 141 920 reais, a Hilux SRV é a mais cara do confronto.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

Como as rivais, ela também privilegia o conforto. Mas sofre ao passar por irregularidades. Foi a melhor nas frenagens.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO

Com rendimento menor, Hilux ficou para trás na pista de testes.
★★★

CARROCERIA
Apesar da idade, o visual permanece atual. Seu acabamento é de qualidade superior.
★★★★

VIDA A BORDO

Bem equipada, a Toyota trata bem seus ocupantes, mas atrás poderia melhorar.
★★★★

SEGURANÇA
Tem ESP e duplo airbag.
★★★★

SEU BOLSO
É a mais cara do comparativo
★★★


3º- Nissan Frontier


A Nissan Frontier é a picape mais barata do comparativo. Com preço de 128 990 reais, ela custa 12 930 a menos que a Hilux. Como não existe almoço grátis, a Frontier LE Attack dispensa alguns luxos como GPS e camera de ré, presentes na rival Hilux, e também equipamentos importantes, como ESP (que não está disponível nem como opcional), e úteis, como computador de bordo. Ela traz o essencial: duplo airbag, ABS, piloto automático, ar condicionado e som.

A antena de recepção do rádio denuncia a idade do projeto (a Frontier foi lançada no Brasil, em 2007). Em forma de haste e instalada no para-lama dianteiro, ela se torna fonte de ruídos, quando a picape vai além de 100 km/h, ou quando, devagar, a haste bate no teto ou no portão da garagem. As antenas da S10 e da Hilux são pequenas e ficam no teto, e a da Amarok vai embutida no retrovisor externo. A Frontier se destaca quando o assunto é desempenho. Seu motor é o mais potente e isso ficou evidente na pista, onde a picape cravou o melhor tempo nos testes de aceleração, fazendo de 0 a 100 km/h em 11 segundos, e se revelou a mais econômica. A Frontier conseguiu as médias de 10,5 km/l no ciclo urbano e 12,5 km/l no rodoviário, enquanto a Hilux terminou com as médias de 9,5 km/l e 11,2 km/l, respectivamente.

Ainda na comparação com as rivais, a Frontier também oferece bom espaço interno, embora quem viaje atrás fique com os joelhos em posição mais alta que os quadris e as costas em posição menos reclinada que nas outras picapes. Sua direção também é leve e não exige esforço. Mas a suspensão, apesar de oscilar menos que a da S10, o que é bom para a dirigibilidade, é menos eficiente para filtrar as irregularidades do piso. Seu tanque de combustível, de 80 litros, é o maior do comparativo e o revestimento dos bancos da Frontier é o único que mistura couro sintético com couro natural. Pelo resumo da obra, ela fica com o terceiro posto.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

A direção é leve e a suspensão, confortável e não pula muito. Poderia frear melhor.
★★★

MOTOR E CÂMBIO
Foi o melhor rendimento na pista de testes.
★★★★

CARROCERIA

Acabamento de boa qualidade, sem parecer luxuoso. Estilo meio cansado.
★★★

VIDA A BORDO
Gostosa de dirigir, motor silencioso... Atrás, entretanto, falta espaço para as pernas.
★★★★

SEGURANÇA

Tem o essencial: ABS, EBD e duplo airbag.
★★★★

SEU BOLSO
Custa menos e tem peças mais baratas que a média.
★★★★


2º- Chevrolet S10

O que mais chamou atenção na Chevrolet S10, neste comparativo, foi o design. Alinhada com as concorrentes, mais sóbrias e conservadoras, a S10 se destacou com a grade dianteira ampla, os faróis delicados para uma picape, a linha ascendente na base dos vidros e os cromados, ao redor da grade, dos faróis de neblina e nos retrovisores. Internamente, seu painel se assemelha ao de um automóvel e há detalhes interessantes, como os mostradores redondos com molduras quadradas - inspirados no cupê esportivo Camaro - e os frisos em forma de colchete, nos raios do volante, que ecoam as formas das saídas de ar, no alto do console. A central de commandos redonda do ar-condicionado definitivamente não conversa com o sistema de som retangular. Mas até essa quebra de harmonia atrai o olhar de quem entra na cabine, assim como o contraste entre a simplicidade do acabamento plástico e a sofisticada aparência dos bancos de couro (sintético), da iluminação azul dos instrumentos e da manopla de câmbio cromada.

Nos demais aspectos analisados, a S10 se revelou apenas discreta. No que diz respeito aos equipamentos, a Chevrolet não fez sombra à Toyota. E, em relação ao desempenho, ficou atrás da Nissan.

Não foi só pelo visual, no entanto, que a S10 conquistou o segundo lugar neste confronto. Seu mérito surgiu no equilíbrio de seu conjunto, com saldo favorável entre prós e contras. Entre os aspectos positivos, a S10 reúne câmbio automático sequencial de seis marchas com opção de trocas no modo manual (recurso que só a Amarok compartilha), menor diâmetro de giro (o que revela que ela é mais fácil de manobrar) e presença de equipamentos importantes como o ESP e o cinto de segurança de três pontos na posição central traseira (que nenhuma das outras tem). Ao volante, a S10 privilegia o conforto. Sua direção é leve e a suspensão, macia até demais. Das quatro picapes avaliadas aqui, a S10 é a que mais pula e inclina nas curvas.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO
A direção é leve, mas precisa. A suspensão deixa a picape inclinar e pular. Freios tiveram desempenho regular.
★★★

MOTOR E CÂMBIO
O motor tem bastante torque e o câmbio sequencial de seis marchas tem modo de troca manual.
★★★★

CARROCERIA

Tem estilo moderno e construção de boa qualidade.
★★★★

VIDA A BORDO

Bom espaço interno e acabamento com materiais de qualidade intermediária.
★★★★

SEGURANÇA
A versão LTZ tem ABS, duplo airbag e ESP.
★★★★

SEU BOLSO
Peças, seguro e garantia na média da categoria.
★★★


1º- Volkswagen Amarok

Ao lançar a Amarok, em 2010, sem a opção do câmbio automático, a VW ficou fora de uma importante fatia do mercado. O deslize está sendo reparado agora, com ares de quem quer recuperar o tempo perdido. A Amarok chega com um câmbio automático cheio de recursos. A caixa tem oito marchas, que o motorista pode usar nos modos automáticos Drive ou Sport (que realiza trocas em regimes mais elevados) ou optar pelas mudanças manuais. A primeira é uma marcha reduzida e as duas últimas são do tipo overdrive, para economizar combustível em velocidades de cruzeiro. Como a transmissão é integral e permanente, não é necessário escolher o tipo de tração (4x2, 4x4 e 4x4 reduzida). Se precisar de força para vencer um obstáculo, é só fixar a primeira marcha e acelerar. Nas outras situações, basta deixar a picape trabalhar. A Amarok possui um diferencial central que se encarrega de distribuir a força entre os eixos, de acordo com a necessidade. No uso normal, a divisão é na razão de 40% para a frente e 60% para trás. Mas pode chegar a apenas 80% em um dos eixos, dependendo das condições de aderência. Ainda assim, o sistema conta com a possibilidade de bloqueio do diferencial traseiro, o que ajudaria a picape a sair de um atoleiro, por exemplo.

O sistema de freios tem ABS com EBD e BAS, sistema de controle de filme de água nos discos RBS e modo de operação Off-Road, específico para pisos sem pavimentação. Nas descidas, o sistema HDC (Hill Descent Control) mantém a picape em velocidade sob controle. Nas arrancadas, nas subidas, o HSA (Hill Start Assist) segura a picape por até 3 segundos, para dar tempo ao motorista de acelerar sem que o veículo se movimente. A bordo também não faltam itens que tornam a vida de todos melhor. A Amarok é a única com ar-condicionado dualzone, volante com ajuste de altura e profundidade e tomada 12 V na caçamba. Sua suspensão oscila tanto quanto a da S10, mas são vibrações mais breves.

DIREÇÃO, FREIO E SUSPENSÃO

Direção direta e suspensão mais firme que a das rivais, mas confortável. Freou bem.
★★★★

MOTOR E CÂMBIO
O rendimento do conjunto ficou na média da categoria. A transmissão, por sua vez, é show.
★★★★★

CARROCERIA
Com design atual e construção sólida, apesar do excesso de plástico no painel.
★★★★

VIDA A BORDO

Seu motor é o mais silencioso, o banco traseiro é confortável. Há boa oferta de equipamentos.
★★★★★

SEGURANÇA
ESP é opcional, mas a Amarok tem diversos recursos exclusivos.
★★★★★

SEU BOLSO
Nos primeiros quarto meses de lançamento, o Banco VW oferece seguro por 4 000 reais, 3% do preço da picape.
★★★★